domingo, 28 de janeiro de 2007
Un casado se ríe del adúltero que le paga el gozar con susto lo que a él le sobra
Díceme, don Jerónimo, que dices
que me pones los cuernos con Ginesa;
yo digo que me pones casa y mesa;
y en la mesa, capones y perdices.
Yo hallo que me pones los tapices
cuando el calor por el octubre cesa;
por ti mi bolsa, no mi testa, pesa,
aunque con molde de oro me la rices.
Este argumento es fuerte y es agudo:
tú imaginas ponerme cuernos; de obra
yo, porque lo imaginas, te desnudo.
Más cuerno es el que paga que el que cobra;
ergo, aquel que me paga, es el cornudo,
lo que de mi mujer a mí me sobra.
Um casado ri-se do adúltero que lhe paga o gozar com susto o que a ele lhe sobra
Diz-se, Dom Jerónimo, que dizes
Que me pões os cornos com Ginesa;
Eu digo que me pões a casa e a mesa;
E, na mesa, capões gordos e perdizes.
E vejo que me pões também tapetes
Quando o calor pelo Outubro cessa;
Por ti minha bolsa, não a testa, pesa,
Ainda que, com molde de ouro, tu ma frises.
Este argumento é forte e é agudo:
Tu pôr-me cornos imaginas; dest’ obra
Eu, porque o imaginas, te desnudo.
Mais corno é quem paga que quem cobra;
Ergo, aquele que me paga, é o cornudo,
O que, de minha mulher, a mim me sobra.
Hastío de un casado al tercer día
Anteayer nos casamos; hoy querría,
doña Pérez, saber ciertas verdades:
decidme, ¿cuánto número de edades
enfunda el matrimonio en sólo un día?
Un anteayer, soltero ser solía, 5
y hoy, casado, un sin fin de Navidades
han puesto dos marchitas voluntades
y más de mil antaños en la mía.
Esto de ser marido un año arreo,
aun a los azacanes empalaga: 10
todo lo cotidiano es mucho y feo.
Mujer que dura un mes, se vuelve plaga;
aun con los diablos fue dichoso Orfeo,
pues perdió la mujer que tuvo en paga.
Fastio de um casado ao terceiro dia
Faz dois dias que casámos; hoje queria,
Dona Pérez, saber certas verdades:
Dizei-me: qual o número de idades
Que afunda o matrimónio num só dia?
Anteontem ainda, solteiro ser soía,
Hoje, casado, duas pequenas vontades
Prometem um sem fim de anuidades
E mais de mil outroras de porfia.
Isto de ser marido um ano, meio,
Até aos mais valentes a alma esmaga:
Todo o quotidiano é muito e feio.
Mulher que dura um mês volve-se praga;
Por isso c'os diabos foi ditoso Orfeu,
Pois perdeu a mulher que teve em paga.
(Tradução de José Carlos Costa Pinto)
Díceme, don Jerónimo, que dices
que me pones los cuernos con Ginesa;
yo digo que me pones casa y mesa;
y en la mesa, capones y perdices.
Yo hallo que me pones los tapices
cuando el calor por el octubre cesa;
por ti mi bolsa, no mi testa, pesa,
aunque con molde de oro me la rices.
Este argumento es fuerte y es agudo:
tú imaginas ponerme cuernos; de obra
yo, porque lo imaginas, te desnudo.
Más cuerno es el que paga que el que cobra;
ergo, aquel que me paga, es el cornudo,
lo que de mi mujer a mí me sobra.
Um casado ri-se do adúltero que lhe paga o gozar com susto o que a ele lhe sobra
Diz-se, Dom Jerónimo, que dizes
Que me pões os cornos com Ginesa;
Eu digo que me pões a casa e a mesa;
E, na mesa, capões gordos e perdizes.
E vejo que me pões também tapetes
Quando o calor pelo Outubro cessa;
Por ti minha bolsa, não a testa, pesa,
Ainda que, com molde de ouro, tu ma frises.
Este argumento é forte e é agudo:
Tu pôr-me cornos imaginas; dest’ obra
Eu, porque o imaginas, te desnudo.
Mais corno é quem paga que quem cobra;
Ergo, aquele que me paga, é o cornudo,
O que, de minha mulher, a mim me sobra.
Hastío de un casado al tercer día
Anteayer nos casamos; hoy querría,
doña Pérez, saber ciertas verdades:
decidme, ¿cuánto número de edades
enfunda el matrimonio en sólo un día?
Un anteayer, soltero ser solía, 5
y hoy, casado, un sin fin de Navidades
han puesto dos marchitas voluntades
y más de mil antaños en la mía.
Esto de ser marido un año arreo,
aun a los azacanes empalaga: 10
todo lo cotidiano es mucho y feo.
Mujer que dura un mes, se vuelve plaga;
aun con los diablos fue dichoso Orfeo,
pues perdió la mujer que tuvo en paga.
Fastio de um casado ao terceiro dia
Faz dois dias que casámos; hoje queria,
Dona Pérez, saber certas verdades:
Dizei-me: qual o número de idades
Que afunda o matrimónio num só dia?
Anteontem ainda, solteiro ser soía,
Hoje, casado, duas pequenas vontades
Prometem um sem fim de anuidades
E mais de mil outroras de porfia.
Isto de ser marido um ano, meio,
Até aos mais valentes a alma esmaga:
Todo o quotidiano é muito e feio.
Mulher que dura um mês volve-se praga;
Por isso c'os diabos foi ditoso Orfeu,
Pois perdeu a mulher que teve em paga.
(Tradução de José Carlos Costa Pinto)
quarta-feira, 24 de janeiro de 2007
Às vezes enganamo-nos, mas, desta vez, não é engano: queremos mesmo dizer o que escrevemos e não o que estão a pensar: A Bela e o Monstro. A propósito d’ A Bela e o Monstro: a antítese da história revela-nos a relatividade do gosto – a beleza, quando em excesso, vê a beleza no seu contrário: o feio em excesso. Uma mulher muito bonita apaixona-se, geralmente, por um homem feio. Esta a minha sorte.
A Natureza tem o motor e a harmonia na lei dos contrários. Segundo o polemos heraclitiano, que tudo governa, e a lógica, que ao pensar preside, o contrário de verdade é mentira e o de verdadeiro falso. Por que razão, então, o monstro em lugar de mentira? Porque, quando há lavagem do falso, o resultado é, sempre, uma monstruosidade. Esta operação lembra-nos Frankenstein, seu método e laboratório. Procurava Frankenstein melhorar o ser humano, mediante cirurgias em que substituía certos órgãos por outros que retirava de cadáveres. O resultado era sempre, apesar da utopia, um monstro. A utopia de aperfeiçoar o biológico ou o mundo teve sempre resultados contrários aos desejados, porque sempre pariu monstros biológicos ou políticos, apesar das “boas intenções”. A pior ditadura não é a da vida, mas a das ideias, que só o confronto impede. Apesar de tudo, como constatamos, a democracia também gera os seus “monstrosinhos”. Caso não houvesse ideias não havia nem ditaduras nem liberdade. Havia vida. Se, no plano individual, ninguém consegue impor a sua ideia ao outro (e ainda bem), no plano político, o meio é a ditadura, em nome de Ideias, ou em nome das ideias da economia e da economia das ideias, quando não em nome da democracia! A interferência no biológico, que se advinha, pela aplicação do saber da génese, programação, estrutura e funcionamento da vida, tornará o homem um ser ainda mais artificial. A vida artificial está mais próxima do que se imagina. A longevidade de hoje não é já artificial? Outro extremo é a religião que, ao contrário daqueles que visam corrigir o mundo, o quer substituir por outro. Uns cirurgiões do ser, outros infiéis ao ser e fiéis a Deus. Qual a maior doença?
Entremos, agora, no laboratório da lógica frankensteiniana. Hoje, a realidade é a imagem. Só existe o que aparece. Eliuh Karz afirma que a televisão mata o intermédio: os partidos, o Parlamento, nós. Eu acrescento: mata o silogismo. E se, no plano da escrita, verdadeiro e falso têm que ser suportados por uma argumentação, no plano da imagem, ela suporta-se a si mesma, limitando-se o apresentador, o próprio nome diz tudo, a fazer a sua apresentação. A imagem que nos é dada do Mundo, e que está subentendido ser a verdadeira, passa por um processo frankensteiniano: pedaço daqui, pedaço dali, tira daqui, põe ali, retoque de um lado, retoque de outro, meia verdade daqui, mentira inteira dali. A imagem «editada» da realidade que percorre os telejornais de todo o Mundo, e a “explica”, é, na maioria das vezes, um monstro. A História é, hoje, uma monstruosidade global e nada melhor do que um monstruosidade para a dizer. Todos os dias, é-nos dada, gratuitamente, através de telejornais, comentários, documentários, a verdade toda. Gratuitamente? «Não há almoços grátis». Quem suporta hoje a política não é a verdade nem a mentira, mas o monstro, que tem como Frankenstein o pensamento único e laboratório os editoriais dos media, onde, à custa de vermos mortos e despedaçados, nos transformam no maior dos monstros: não vermos, insensíveis, a monstruosidade em que o mundo está transformado. Até que a realidade, um dia, nos bata à porta!
A Natureza tem o motor e a harmonia na lei dos contrários. Segundo o polemos heraclitiano, que tudo governa, e a lógica, que ao pensar preside, o contrário de verdade é mentira e o de verdadeiro falso. Por que razão, então, o monstro em lugar de mentira? Porque, quando há lavagem do falso, o resultado é, sempre, uma monstruosidade. Esta operação lembra-nos Frankenstein, seu método e laboratório. Procurava Frankenstein melhorar o ser humano, mediante cirurgias em que substituía certos órgãos por outros que retirava de cadáveres. O resultado era sempre, apesar da utopia, um monstro. A utopia de aperfeiçoar o biológico ou o mundo teve sempre resultados contrários aos desejados, porque sempre pariu monstros biológicos ou políticos, apesar das “boas intenções”. A pior ditadura não é a da vida, mas a das ideias, que só o confronto impede. Apesar de tudo, como constatamos, a democracia também gera os seus “monstrosinhos”. Caso não houvesse ideias não havia nem ditaduras nem liberdade. Havia vida. Se, no plano individual, ninguém consegue impor a sua ideia ao outro (e ainda bem), no plano político, o meio é a ditadura, em nome de Ideias, ou em nome das ideias da economia e da economia das ideias, quando não em nome da democracia! A interferência no biológico, que se advinha, pela aplicação do saber da génese, programação, estrutura e funcionamento da vida, tornará o homem um ser ainda mais artificial. A vida artificial está mais próxima do que se imagina. A longevidade de hoje não é já artificial? Outro extremo é a religião que, ao contrário daqueles que visam corrigir o mundo, o quer substituir por outro. Uns cirurgiões do ser, outros infiéis ao ser e fiéis a Deus. Qual a maior doença?
Entremos, agora, no laboratório da lógica frankensteiniana. Hoje, a realidade é a imagem. Só existe o que aparece. Eliuh Karz afirma que a televisão mata o intermédio: os partidos, o Parlamento, nós. Eu acrescento: mata o silogismo. E se, no plano da escrita, verdadeiro e falso têm que ser suportados por uma argumentação, no plano da imagem, ela suporta-se a si mesma, limitando-se o apresentador, o próprio nome diz tudo, a fazer a sua apresentação. A imagem que nos é dada do Mundo, e que está subentendido ser a verdadeira, passa por um processo frankensteiniano: pedaço daqui, pedaço dali, tira daqui, põe ali, retoque de um lado, retoque de outro, meia verdade daqui, mentira inteira dali. A imagem «editada» da realidade que percorre os telejornais de todo o Mundo, e a “explica”, é, na maioria das vezes, um monstro. A História é, hoje, uma monstruosidade global e nada melhor do que um monstruosidade para a dizer. Todos os dias, é-nos dada, gratuitamente, através de telejornais, comentários, documentários, a verdade toda. Gratuitamente? «Não há almoços grátis». Quem suporta hoje a política não é a verdade nem a mentira, mas o monstro, que tem como Frankenstein o pensamento único e laboratório os editoriais dos media, onde, à custa de vermos mortos e despedaçados, nos transformam no maior dos monstros: não vermos, insensíveis, a monstruosidade em que o mundo está transformado. Até que a realidade, um dia, nos bata à porta!
quinta-feira, 18 de janeiro de 2007
Sócrates é vaidoso e teimoso, dizem. Não é preciso dizê-lo: vê-se. E se a teimosia dá prioridade à vontade sobre a razão, a vaidade é, por norma, feminina. E se, no feminino, ela é espelho, no masculino, o vaidoso é espelho. Quem vê Sócrates, ouve-o baixinho: eu sou o maior e melhor, o top da política, o top dos tops. Sócrates é-se importante. Quando cumprimenta, não estende o braço, estica-o. O cumprimento de Sócrates não é próximo, mas alto e altivo, distante e importante. Anda como quem tem calos. Destes, da vaidade, por não caber nos sapatos, ou por todos os dias serem novos? E se a vaidade, no feminino, maquilha o rosto, nos políticos, manifesta-se através de uma política maquilhada pelo marketing e pelos media.
Sócrates faz tudo para esquecer as circunstâncias que lhe deram a maioria absoluta para mais facilmente se crer absoluto. Sócrates é o “nosso” Luís XIV socialista: L´État c’est moi, le PS c’est moi! Sócrates, porque inseguro, precisa do absolutismo: acabou com a concorrência do PSD metamorfoseando-se nele, acabou com a Comissão Permanente do PS e tornou-se senhor absoluto dentro do PS, decretou a lei da rolha no governo e aos deputados e cronistas incómodos oferece-lhes lugares cómodos. E estes não se fazem rogados. O povo gosta (por enquanto) dele: se gostou de Salazar, de Cavaco por que não há-de gostar de Sócrates? Não são as dificuldades e a falta de pão que abrem as portas aos poderes absolutos? O povo sente-se seguro com estes homens. Sócrates é mando e não comando, arrogância e não firmeza, agressão e não convicção. Sócrates é mandante, não comandante. Sem maiorias absolutas, Sócrates dificilmente conseguirá, tal como Cavaco, governar. O PS não faz diferença do PSD, seja no conteúdo seja na forma. No conteúdo, o PS de Sócrates é o PSD que a direita nunca tinha tido. Na forma, o PS é o líder: sem ideias, sem ideais, sem correntes de pensamento, sem soaristas, sem guterristas, sem ferristas, sem oposição, com excepção dos alegristas, sem fio de pensamento, sem uma gota de utopia. Um bafio. Uma secura à e para a esquerda. Uma fartura, à e para a direita. Sócrates aprendeu com a direita e esqueceu (se alguma vez soube alguma coisa dela) a esquerda. Nem o PS é já um partido nem Sócrates um político: o governo do PS, perdão de Sócrates, é a gerência do País e Sócrates o gerente da firma em que ele está transformado. Mais do que um gerente ou um executivo, Sócrates lembra um “standista” a quem temos que lhe agradecer a venda do carro, o nosso despedimento ou a transferência da empresa para outro lado. E, caso fosse economicamente vantajoso, Sócrates não pensava duas vezes: transferia o País para norte ou para sul, para leste ou para oeste. Sócrates não ora, ralha e, claro, não discursa, pois para isso é preciso fazê-los. Sócrates lê-os. Autor? Para seu resguardo, segredo.
Sócrates, como os canais generalistas, é generalista e as suas generalidades, ditas com ar de mando, são as responsáveis pelo seu share político. A força de Sócrates assenta na fraqueza e fragilidade económicas que vivemos e de que o “centrão” é o único e verdadeiro responsável. «Pobre do governo! Isto está tão mal!» Sócrates vai sair pela porta que abriu: pela direita. Mas, desta vez, não vai haver tempo para folgarmos as costas: à prática política de direita de Sócrates vai suceder a prática política de direita da direita. A Cavaco sucedeu Guterres, mas a Sócrates vai suceder Sócrates ou um Sócrates para pior. À direita vai suceder mais direita. Sócrates mandou a política, pela rua da direita, ladeira abaixo e vai ser difícil parar a sua inércia. E, quando for preciso sustê-la, Sócrates não vai estar lá.
Sócrates faz tudo para esquecer as circunstâncias que lhe deram a maioria absoluta para mais facilmente se crer absoluto. Sócrates é o “nosso” Luís XIV socialista: L´État c’est moi, le PS c’est moi! Sócrates, porque inseguro, precisa do absolutismo: acabou com a concorrência do PSD metamorfoseando-se nele, acabou com a Comissão Permanente do PS e tornou-se senhor absoluto dentro do PS, decretou a lei da rolha no governo e aos deputados e cronistas incómodos oferece-lhes lugares cómodos. E estes não se fazem rogados. O povo gosta (por enquanto) dele: se gostou de Salazar, de Cavaco por que não há-de gostar de Sócrates? Não são as dificuldades e a falta de pão que abrem as portas aos poderes absolutos? O povo sente-se seguro com estes homens. Sócrates é mando e não comando, arrogância e não firmeza, agressão e não convicção. Sócrates é mandante, não comandante. Sem maiorias absolutas, Sócrates dificilmente conseguirá, tal como Cavaco, governar. O PS não faz diferença do PSD, seja no conteúdo seja na forma. No conteúdo, o PS de Sócrates é o PSD que a direita nunca tinha tido. Na forma, o PS é o líder: sem ideias, sem ideais, sem correntes de pensamento, sem soaristas, sem guterristas, sem ferristas, sem oposição, com excepção dos alegristas, sem fio de pensamento, sem uma gota de utopia. Um bafio. Uma secura à e para a esquerda. Uma fartura, à e para a direita. Sócrates aprendeu com a direita e esqueceu (se alguma vez soube alguma coisa dela) a esquerda. Nem o PS é já um partido nem Sócrates um político: o governo do PS, perdão de Sócrates, é a gerência do País e Sócrates o gerente da firma em que ele está transformado. Mais do que um gerente ou um executivo, Sócrates lembra um “standista” a quem temos que lhe agradecer a venda do carro, o nosso despedimento ou a transferência da empresa para outro lado. E, caso fosse economicamente vantajoso, Sócrates não pensava duas vezes: transferia o País para norte ou para sul, para leste ou para oeste. Sócrates não ora, ralha e, claro, não discursa, pois para isso é preciso fazê-los. Sócrates lê-os. Autor? Para seu resguardo, segredo.
Sócrates, como os canais generalistas, é generalista e as suas generalidades, ditas com ar de mando, são as responsáveis pelo seu share político. A força de Sócrates assenta na fraqueza e fragilidade económicas que vivemos e de que o “centrão” é o único e verdadeiro responsável. «Pobre do governo! Isto está tão mal!» Sócrates vai sair pela porta que abriu: pela direita. Mas, desta vez, não vai haver tempo para folgarmos as costas: à prática política de direita de Sócrates vai suceder a prática política de direita da direita. A Cavaco sucedeu Guterres, mas a Sócrates vai suceder Sócrates ou um Sócrates para pior. À direita vai suceder mais direita. Sócrates mandou a política, pela rua da direita, ladeira abaixo e vai ser difícil parar a sua inércia. E, quando for preciso sustê-la, Sócrates não vai estar lá.
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